Amazônia Zona Franca de Manaus

Cadê as cobranças ao Bolsonaro, inimigo da ZFM e do AM?

Em fim de mandato, o presidente Bolsonaro quer destruir a Zona Franca de Manaus (ZFM) e a Amazônia, insistindo em manter a redução do IPI para todo o Brasil e agora dizendo que pode cortar também incentivo tributário das empresas de concentrados de refrigerantes. Essas medidas resultarão em mais desemprego, perda de arrecadação pública e menos recursos para o interior do Estado. Sem a Zona Franca, vai crescer o garimpo ilegal e a exploração de madeira, sobretudo, em terras indígenas da região. A própria Universidade do Estado do Amazonas (UEA) está ameaçada, já que depende de um fundo que vem do Polo Industrial, como ainda pode ter impactos ambientais, porque a ZFM ajuda na preservação da Amazônia e do meio ambiente.

E mais: Bolsonaro agora vetou a Lei Paulo Gustavo, Projeto de Lei Complementar (PLP) 73/21, que repassaria R$ 3,8 bilhões do Fundo Nacional de Cultura (FNC), cerca de R$ 86 milhões somente ao Amazonas, para fomento de atividades e produtos culturais no Brasil. Importante setor de geração de renda e que foi muito afetado nesse período da pandemia, de quase dois anos. É urgente que esse veto entre na pauta do Congresso, para que possamos derrubá-lo e esses recursos sejam realmente investidos no setor.

Mas diante de tudo que afetará o Amazonas, não vemos por parte do governador Wilson Lima cobrança ao seu aliado, presidente Bolsonaro, em defesa dos interesses do Estado. O presidente poderá levar o Amazonas para uma crise sem precedentes, que afetará a vida de todos os amazonenses, o meio ambiente e as próximas gerações. E os governantes locais irão ficar de braços cruzados, vendo a catástrofe acontecer no Amazonas e na sua economia? Continuaremos na luta, em defesa da ZFM, dos trabalhadores e do Estado.

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