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“Carta de Manaus em Defesa da Amazônia é um grito de indignação da sociedade frente ao descaso do Governo Federal com as queimadas”, afirma José Ricardo

O deputado José Ricardo (PT/AM) usou a tribuna da Câmara Federal nesta terça-feira (27) para divulgar a “Carta de Manaus em defesa da Amazônia”, manifesto construído no município de Manaus por pesquisadores, professores, instituições de defesa do meio ambiente, Movimentos Sociais, universidades dentre outros, durante o debate organizado por ele sobre o tema: “Conjuntura Nacional e as Ameaças à Amazônia”, realizado no último dia 22, no Instituto de Teologia Pastoral e Estudos Sociais da Amazônia (Itepes) que contou com a participação do líder da bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta. De acordo com José Ricardo, os participantes do debates demonstraram indignação diante dos descaso do governo Bolsonaro em relação às queimadas e os desmatamento na Amazônia. Além de questionamentos sobre a falta de política de desenvolvimento sustentável para região amazônica, como também os cortes nas pesquisas e os constantes ataques aos direitos indígenas realizado pelo atual presidente, e o documento é uma forma coletiva de denunciar ao mundo o descaso com o meio ambiente por parte do atual governo brasileiro.

Além da “Carta de Manaus em defesa da Amazônia”, também foi proposto a criação de um Fórum Transnacional em defesa da Amazônia, que contará com a participação de representantes de diversas entidades brasileiras e de outros países que atuam em defesa do meio ambiente.

Durante a reunião no Itepes, o Governo Federal foi muito questionado pelo fato de não ter levado em consideração a divulgação dos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), baseados em imagens de satélite, permitindo um agravamento das queimadas que já são corriqueiras na região durante o período de estiagem. “As informações simplesmente foram ignoradas por Bolsonaro que não tomou providencias e ainda exonerou o superintendente do Instituto e tenta criminalizar as Organizações Não Governamentais que lutam em defesa do meio ambiente. O Inpe apresentou dentro do Programa Queimadas vários focos de incêndio, em diferentes áreas da Floresta Amazônica. Os incêndios no bioma responderam por 65,1% do total, mas nada foi feito pelo atual presidente e agora estamos sofrendo com esse descaso”, disse José Ricardo.

Ele ainda comentou que as queimadas também foram influencias pelos ataques frontais aos direitos territoriais dos povos indígenas pelo Governo Federal. E lembrou das últimas declarações irresponsáveis do presidente afirmando que “não irá demarcar nenhuma terra indígena e que se fosse fazendeiro deixaria de ter dor de cabeça”. Para José Ricardo essa declaração é um atentado à vida e ao futuro desses povos indígenas, além de configurar crime de responsabilidade a ser investigado pelas instituições competentes.

Por conta disso, durante o debate, aprovou-se uma Carta Aberta denominada “Carta de Manaus em defesa da Amazônia” como manifesto em defesa da Amazônia e dos povos que nela habitam assinado por todas as instituições presentes para ser entregue ao Congresso Nacional e ser lida em plenário pelos deputados José Ricardo e o Paulo Pimenta. Além dos parlamentares, a carta contará com a assinatura de professores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); de professores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA); de professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas do Amazonas (Ifam); de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); de professores da Faculdade Salesiana Dom Bosco; de professores do Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA); da Cáritas Arquidiocesana de Manaus; do Conselho Nacional do Laicato do Brasil/Manaus; do Conselho Indigenista Missionário (CIMI); da Pastoral da Juventude; da Pastoral do Menor; da Pastoral do Migrante; do Serviço Amazônico de Ação, Reflexão, e Educação (SARES); da Comunidades Eclesiais de Base (Cebs); da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam); da Rede Um Grito pela Vida; do Movimento Quilombola; do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM); do Movimento Comunitário Vida e Esperança (MCVE); do Movimento Hip-Hop; do Rally Ambiental; da União Nacional por Moradia Popular do Amazonas; da Associação dos Catadores; do Instituto Ganga Zumba; da União Nacional dos Estudantes (UNE); Comissão Pastoral da Terra (CPT); da Central Única dos Trabalhadores (CUT); da Associação Cidadania e Cultura; da Escola de Fé e Cidadania; de membros do Conselho Federal de Economia (COFECON); da Militância do PT e de Ex-Senador.

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