Economia

José Ricardo cobra do Governo Federal atualização da tabela de imposto de renda, que isentará cerca de 14 milhões de trabalhadores com baixos salários

Com intuito de cobrar a promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro e reparar uma injustiça social contra os trabalhadores brasileiros, o deputado federal José Ricardo (PT/AM) encaminhou nesta terça-feira (11) ao Governo Federal Indicação ao Ministério da Economia cobrando as providências necessárias para correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Ele justifica que nos últimos anos há uma defasagem na tabela devido à variação da inflação, isso faz com que as pessoas que ganham menos pague proporcionalmente mais impostos do que quem ganha mais.

José Ricardo destaca que hoje somente está isento de pagamento imposto de quem ganha até R$ 1,9 mil por mês. Porém, se houvesse correção na tabela, como ele propõe, esse valor mínimo seria de R$ 3,9 mil/mês. O que beneficiaria mais trabalhadores de baixa renda. “Eu apresentei essa Indicação e vou cobrar as providências, mas se o Governo, ao menos, atualizasse a tabela, conforme a variação da inflação do IPCA nos últimos 12 ou 24 meses, nós já teríamos uma isenção para quem ganha um pouco mais de R$ 2 mil/mês. Isso repararia e muito essa injustiça. E com o reajuste da tabela, o número de pessoas que não pagaria imposto de renda saltaria para 14 milhões”, afirmou.

Confirmando a preocupação do parlamentar, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) publicou estudo apontando que a defasagem da correção da tabela do IRPF pela inflação alcançou a marca de 103,87% e que se a tabela tivesse sido corrigida no ano passado em 95,45% (defasagem integral desde 1996), 11,42 milhões de trabalhadores ficariam isentos do pagamento do imposto na declaração. O custo da correção integral é de R$ 109,1 bilhões.

E a União Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco) diz que, com a correção da tabela do Imposto de Renda em 7,39%, cerca de R$13,5 bilhões seriam injetados na economia do país. E sem a correção, não teria todo esse valor arrecadado e a estimativa é de que apenas 11,5 milhões de contribuintes estão inclusos na faixa de isenção do IRPF.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.