Economia Emprego Opinião

EM DEFESA DA ZFM E DO DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO

Na 295ª Reunião Ordinária do CAS (Conselho de Administração da Suframa), realizada na última quinta-feira (3) e que analisou projetos industriais e de serviços para a Zona Franca de Manaus, manifestei-me em defesa desse modelo de desenvolvimento, diante da sua importância para o Estado, sempre refletindo sobre o que pode ser melhorado, implementando projetos e investimentos que se discute há muitos anos.

Também coloquei como desafio a urgente necessidade da revogação da Emenda Federal 95, que congelou por 20 anos os investimentos e os gastos públicos. Nenhum país do mundo fez isso. Porque a lógica é o contrário, já que o investimento público é o principal alavancador de estados e municípios, ainda mais em um ano tão difícil, onde a pandemia tem sido a razão principal. São graves as consequências na saúde e, principalmente, na economia do país, com grande desemprego e aumento da fome e da miséria. Realidade que exige investimentos públicos maciços.

No caso da Amazônia, com seu gigantismo e muitos desafios, precisa-se investir urgentemente em infraestrutura, com uma melhor logística, comunicação, internet, energia. Essa última agora foi totalmente privatizada. E já questiono o novo aumento de energia e que tem impacto direto na vida da população, mas também nas atividades econômicas, item que pesa nas despesas de determinados segmentos. Além disso, defendo a manutenção dos investimentos em saneamento, saúde, educação. E também em ciências e tecnologia. Esse é o caminho para explorar as riquezas naturais, buscando o desenvolvimento da região.

No Congresso Nacional, continuarei defendendo a Zona Franca, na luta contra a Reforma Tributária, motivo de grande preocupação para a região, diante dos impactos que trará à economia do Estado e aos empregos e à renda dos amazonenses.

Na ocasião, ainda falei sobre a Portaria do Governo Federal que reduziu os recursos do Fundeb, com graves consequências à qualidade da educação, principalmente, no Amazonas, que teve o maior corte dentre os estados (22%, representando um valor estimado de R$ 440 milhões). Por isso, apresentei Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar integralmente os efeitos nocivos dessa Portaria Ministerial, que impedirá até o reajuste do piso salarial do magistério no próximo ano.

A luta continua!

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