Educação Saúde

José Ricardo convoca secretário de Educação para explicar situação do reajuste da data-base dos professores, em atraso há 4 anos

O deputado José Ricardo (PT) apresentou nesta quarta-feira (21), no plenário da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), requerimento convocando o secretário de Estado da Educação (Seduc), Lourenço Braga, para tratar do posicionamento do Governo do Estado frente às reivindicações dos professores da rede estadual de ensino. Esses profissionais estão com indicativo de greve para os próximos dias, lutando por vários direitos legais, como reajuste de data-base, em atraso há quatro anos; garantia do plano de saúde, retorno do vale-alimentação, vale-transporte sem desconto, aumento do auxílio localidade, transparência nos recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e cumprimento integral da Hora de Trabalho Pedagógica (HTP).

Para o deputado José Ricardo (PT), é justa e legal todas as manifestações e paralisações da categoria – cerca de 150 escolas estaduais já paralisaram as aulas e novas unidades devem aderir ao movimento. “O reajuste da data-base está atrasado há quatro anos; mais de 3 mil profissionais da educação aguardam a promoção por titularidade, como ainda todos estão sendo prejudicados por mudanças no pagamento do plano de saúde. A greve é instrumento legal e constitucional”.

Ele cobra que o Governo do Estado cumpra a lei da data-base e pague um valor real relativo ao atraso. Os profissionais lutam por 35% de reajuste, sendo 30% das perdas de abril de 2014 a março de 2018, e outros de 5% de aumento real salarial.

Outro ponto que precisa ser esclarecido foi a fala do secretário de educação do estadual, que, de acordo com os professores, apresentou um reajuste de 8,17%. Já em reunião com o Sindicato, o percentual reduziu para 4,57%. “O Governo não vem cumprindo a lei. Na verdade, há quatro anos, é um fora da lei. É uma injustiça o que estão fazendo com os professores. Deveria ter a mesma sensibilidade que teve há pouco com a categoria dos policiais, aceitando as pautas de reivindicações. Todos merecem respeito e valorização. Deveria ter medo de greve. Porque estará prejudicando milhares de pessoas”, destacou.

Dentre as emendas que o parlamentar apresentou no ano passado à Lei Orçamentária Anual (LOA/2018) é a que previa R$ 50 milhões para garantir o pagamento da data base dos professores. Essa proposta foi rejeitada pela maioria dos deputados da base do Governo.

Governo deve investir na saúde

Diante de mais uma morte na rede pública de saúde do Estado por falta de estrutura nos hospitais, o deputado cobrou hoje (21) novamente que o Governo invista nessa área e pare com as terceirizações, que, de acordo com ele, só enriquece meia dúzia de empresários. “Os recursos da saúde são da ordem de R$ 2 bilhões. Será que não dá para investir parte desse dinheiro para equipar os hospitais? É uma vergonha a atual situação da saúde e o sofrimento que a população passa diariamente”.

O parlamentar relatou o drama do paciente Ricardo Patrício de Azevedo, que morreu nesta terça-feira (20), após ter passado por quatro hospitais. Na madrugada do último dia 14, ele deu entrada no Hospital Pronto Socorro 28 de Agosto com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC). No local, não havia equipamentos que pudessem diagnosticar o tamanho e a gravidade da lesão, ficando em observação no corredor da unidade até que pudesse ser removido para o Hospital Adriano Jorge para fazer uma ressonância magnética.

Após três dias de espera, Ricardo foi removido para o Hospital João Lúcio, para realizar novos exames. Mesmo diante da gravidade, não foi internado em UTI, situação em que a família considera ter ajudado a evoluir seu quadro de saúde. Já na tarde do último domingo (18), teve um aumento no tumor cerebral e um vazamento sanguíneo que complicou gravemente seu estado clínico.

“Com a nova lesão, a equipe médica não pode realizar procedimentos sem uma nova tomografia. Mas o aparelho disponível quebrou e ficou inviável qualquer remoção dele para outro hospital. Não havia ambulâncias tipo UTI disponíveis para o translado. Somente depois de muito esforço e protesto dos familiares o paciente foi removido para o Hospital Platão Araújo para fazer a tomografia, o que acabou agravando mais ainda o quadro por não ter havido nenhuma internação em UTI ou equipamento adequado, resultando na sua morte”, completou José Ricardo, criticando o Estado por essa crítica situação e lamentando que Ricardo Patrício morreu aos 39 anos de idade, deixando esposa, filhos e neto.

Assessoria de Comunicação do Deputado José Ricardo

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