Ministro de Ciência e Tecnologia prestará esclarecimentos sobre demissão do ex-diretor do INPE, após aprovação de requerimento na Comissão da Amazônia

Com o objetivo de esclarecer a demissão do ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, e a nomeação de um novo diretor, a Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra) aprovou em reunião nesta quarta-feira (28) a vinda do ministro de Estado da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, para saber os reais motivos do Governo Federal ter tomado essa decisão. A proposta é de autoria dos deputados federais José Ricardo (PT/AM) e Edmilson Rodrigues (Psol/ PA).

No documento, os parlamentares justificam que, no último dia 5 de agosto, o ministro da Ciência e Tecnologia nomeou o militar da aeronáutica Darcton Policarpo Damião para substituir Ricardo Galvão na diretoria do Inpe, que foi exonerado simplesmente por divulgar dados de pesquisas científicas, com método aprovado internacionalmente e de alta precisão, sobre o alarmante aumento de 88% nos índices de desmatamento da Amazônia, em comparação ao mesmo mês em 2018. O Governo chegou a dizer que era mentira.

No entanto, para José Ricardo, essa situação precisa ser esclarecida, já que Galvão foi nomeado em 2016 para dirigir o Inpe, após processo de seleção realizado por meio de Comitê de Especialistas instituído pela Portaria n°73/2016 do MCTI, processo de ampla legitimidade da comunidade científica. Além de ser graduado em engenharia de telecomunicações pela Universidade Federal Fluminense (UFF), ele é mestre em Engenharia Elétrica pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e doutor em Física de plasmas aplicada pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), com livre-docência em física experimental pela USP (Universidade de São Paulo), como ainda membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

“Precisamos entender o que de fato levou a essa demissão. Os dados sobre as queimadas são importante para a sociedade e para conhecimento público, mas que estão sendo negados pelo Governo Federal e o seu titular”, destacou José Ricardo, solicitando que essa audiência seja realizada dia 12 de setembro, em conjunto com as comissão de Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente, por ser uma temática que interessa a Amazônia nesse momento em que está sendo falada no país inteiro e também no exterior devidos às queimadas que estão acontecendo na região

Indústria Farmacêutica da Amazônia

Ainda na reunião da Cindra, foi aprovada a realização de Audiência Pública com a finalidade de debater sobre a importância da indústria farmacêutica amazônica. A proposta é de autoria dos deputados José Ricardo (PT/AM), Joênia Wapichana (Rede/RR) e Edmilson Rodrigues (Psol / PA).

O intuito da audiência é debater as propriedades farmacêuticas provenientes da biodiversidade na Amazônia, assunto que reflete positivamente no seu desenvolvimento. Para José Ricardo, “está cada vez mais comum na sociedade a procura por produtos farmacêuticos naturais visando melhor qualidade de vida. Mas também pelos seus excelentes resultados no tratamento de diversa doenças”.

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