Participação Popular Plano de Governo

Nota sobre a ameaça feita pelo ministro da Defesa, Braga Neto, de que não haverá eleições em 2022, se projeto do voto impresso não for aprovado pela Câmara

Entendo que as Forças Armadas deveriam cuidar daquilo que é o seu papel constitucional, cuidar da Soberania do Brasil, da Defesa Nacional contra qualquer ameaça externa. Na parte da política, não é o papel das Forças Armadas. Estamos vivendo um Governo militar e alguns generais estão querendo impor regras, inclusive, que não estão na Constituição Federal. Não sou contra a participação de ninguém na política. Mas, se quiser ser político ou militante político, que saia das Forças Armadas e assuma seu papel como militante político.

Temos que garantir a democracia, as eleições. E o voto é o resultado das eleições. Nós tivemos um golpe no Brasil. Não foi aceito o resultado das eleições de 2014, por capricho, e o país sofre hoje com mais de meio milhão de mortes pela pandemia, em grande parte, por irresponsabilidades e omissões do atual Governo Federal, além do contínuo aumento da miséria e da fome por falta de políticas públicas efetivas.

Sobre o voto eletrônico, temos experiência de vários anos. Até agora, não mostrou problemas. Nenhum indício e nenhuma denúncia efetivamente de fraudes. Inclusive, o atual presidente foi eleito e reeleito várias vezes e por que só agora questionar? Sem falar que ele ganhou numa eleição apertada, mas não questionou sua vitória ou o sistema eleitoral que o elegeu.

Assim, esse general tem que começar a respeitar a Constituição. Está no lugar errado, querendo misturar o papel das Forças Armadas com a política, para fazer a gestão do país e tentar mudar o processo eleitoral. Está totalmente fora do que prevê a Constituição Federativa do Brasil.

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