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Orçamento federal é aprovado e Zé Ricardo critica retirada de recursos da saúde e outras áreas fundamentais em plena pandemia

O Orçamento do Brasil foi aprovado pela Câmara Federal nesta quinta-feira (25) com muitas críticas, pois retira dinheiro da saúde, da educação, da assistência social, do meio ambiente, do programa de apoio à agricultura familiar, do seguro-desemprego, do abono salarial e de benefícios previdenciários. Só na área da saúde o corte foi de mais de R$ 35 bilhões, em relação a 2020.

Esses cortes são um verdadeiro golpe na sociedade, na avaliação do deputado federal Zé Ricardo (PT/AM), no momento em que ela mais precisa. “Não se pode admitir que no orçamento retirem recursos de áreas fundamentais para o funcionamento e o desenvolvimento do Estado e para a vida das pessoas, para direcionar a obras e aumentar salário de militares em plena crise sanitária, que já vitimou mais de 300 mil pessoas e que, caso não se retomem as verbas para a saúde, poderão morrer muitos mais cidadãos brasileiros”.

Junto com a bancada do Partido dos Trabalhadores e a maioria dos partidos de oposição, tentou-se obstruir a pauta, para defender um orçamento justo e necessário para o momento atual. O parlamentar explicou que surgiu uma proposta de acordo para que, ao longo do ano, os recursos para a saúde e educação sejam revistos, com isso, o orçamento foi votado e aprovado. “Vamos cobrar para que a recomposição de orçamento das universidades federais, da área da saúde e da educação realmente aconteça”.

Ele criticou ainda o fato de que militares recebam R$ 7,1 bilhões dos cofres públicos para reajustes salariais, enquanto todo o restante do funcionalismo tenha seus salários congelados. Ou ainda que os investimentos para os militares superem os R$ 8 bilhões, o que representa um quinto (22%) do total do Governo Federal para este ano, enquanto o do Ministério da Saúde ficou em apenas R$ 2 bilhões. Só para aquisição de aeronaves de caça está garantido R$ 1,6 bilhão. Para construção de submarinos, R$ 1,3 bilhão. “A pergunta que faço é: nós estamos guerreando contra quem? Os submarinos e aviões de caça vão combater o Coronavírus? Então, não dá para entender que prioridades são essas”.

Neste Orçamento, lembrou o deputado, não foi aprovado nenhum recurso extra que permita elevar o valor do Auxílio Emergencial, dos R$ 250 em média que o Governo Federal pretende conceder para os R$ 600, que é o valor que a população e a economia precisam e que ele defende neste momento. E concluiu que essa redução retira dos mais necessitados e da economia cerca de R$ 270 bilhões, pois foi reduzido o montante dedicado ao benefício de R$ 320 bilhões do ano passado para apenas R$ 44 bilhões para este ano.

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