Saúde

POLÍTICAS DE ATENÇÃO PARA A SAÚDE DA MULHER

O Amazonas é o primeiro no ranking nacional de mortes de mulheres por câncer de colo de útero. Mais de 250 mortes por ano, 75% só na capital, uma média de 23,5 óbitos/mês. As vítimas são jovens e em plena capacidade de trabalho. Os números são alarmantes para uma doença 100% evitável, com tratamento e cura totalmente esclarecidos, com prevenção via vacina, exame periódico e intervenção cirúrgica e que leva de 10 a 15 anos para aparecer e se desenvolver na sua forma mais grave.

Esse é o retrato cruel da saúde da mulher em Manaus, resultado também de gestões municipais despreparadas, com muitas falhas nas políticas de saúde básica, e que foi debatido ontem em reunião virtual realizada com médicos especialistas e gestores da Fundação Cecon (Centro de Oncologia do Amazonas), para nos ajudar na construção do Plano de Governo Municipal (2021-2024), de forma democrática e participativa.

Os médicos alertaram que a maioria das mulheres do Estado não faz preventivo. Não faz pela dificuldade de acesso ao exame e pela longa espera pelo resultado do exame, principalmente, quem mora no interior. Só em Manaus se faz biópsia de colo uterino e só existem cinco policlínicas para esse atendimento, sendo três do Município e duas do Estado. E de hospital especializado, só existe a Fundação Cecon para fazer as cirurgias, hoje com 100 mulheres nessa fila de espera.

Na campanha para prefeito em 2016, defendi a construção de um Centro Especializado na Saúde da Mulher. Hoje, a rede de atenção básica em Manaus não chega a 40%, com deficiências na estratégia da saúde da família e sem UBS em todos os bairros. Precisamos planejar e ampliar as ações em saúde, focados na prevenção, para que o atendimento chegue a todos e todas, evitando muitas mortes.

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