Economia

“Se esse Projeto da Renda Brasil for para reduzir benefícios sociais conquistados até agora pela população, não irá valer a pena”, diz José Ricardo

“Neste momento de muita dificuldade econômica no Brasil, com empresas tentando sobreviver e se recuperar e com desemprego altíssimo, não é conveniente criar novos impostos ou contribuições. Se esse Projeto da Renda Brasil for para reduzir benefícios sociais conquistados até agora pela população, não irá valer a pena. O que o Governo Federal precisa fazer hoje é facilitar o acesso ao crédito, para financiamentos, para investimentos, para o capital de giro, principalmente, das micro e pequenas empresas, que são as que geram mais empregos. Não adianta só desonerar. As empresas já têm muitas vantagens em relação à redução de obrigações trabalhistas, com a aprovação da Reforma Trabalhista e de outras Medidas Provisórias. Mas esse Governo quer sempre tirar direitos dos trabalhadores, quando deveria estar fazendo mais investimentos, com políticas de moradia, porque é intensiva de mão-de-obra e geradora de empregos. Não adianta somente essas medidas paliativas, que não irão resolver nada, complicando ainda mais a população, principalmente, a mais pobre, que está enfrentando mais dificuldades. É preciso ampliar o Programa Bolsa Família, os programas para a juventude, para as mulheres. É momento de ampliar também o Auxílio Emergencial, aumentando o seu valor ou, ao menos, manter os R$ 600 pelos próximos meses, e não reduzir, como o Governo está fazendo. Temos hoje 10 milhões de pessoas que estão voltando a passar fome, na linha da pobreza, situação que o Brasil já tinha saído nos governos do Partido dos Trabalhadores, mas que hoje estão retornando ao Mapa da Fome, sendo os mais prejudicados por toda essa realidade atual”.

Opinião do deputado federal e candidato a prefeito de Manaus pela Coligação Manaus pela Vida, pelos Pobres (PT/Psol, Rede e PCB), José Ricardo, sobre proposta do Governo Federal que prevê um novo programa social (Renda Brasil) e desoneração da folha de pagamento de empresas, em troca do novo imposto digital (CPMF)

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