Emprego Mandato

“Servidores públicos não são parasitas; e sim o Governo Federal, que está praticamente paralisando este país”

Ao participar do Seminário sobre a Reforma Administrativa e Ato pela Valorização do Serviço Público no Brasil, organizados pela Frente Parlamentar Mista do Serviço Público, na manhã desta quarta (12), na Câmara Federal, o deputado José Ricardo (PT/AM) afirmou que não se pode aceitar essa Reforma Administrativa proposta pelo Governo Bolsonaro, que irá reduzir salários, retirar estabilidades dos servidores públicos federais, estaduais e municipais e prejudicar ainda mais a população brasileira.

Ele aproveitou a ocasião para confrontar as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que chamou os servidores públicos de parasitas, ao defender as reformas econômicas do Governo. “Os servidores públicos não são parasitas; e sim o Governo Federal, que está praticamente paralisando este país. Não construiu uma casa para o mais pobre e nem concluiu milhares ou até milhões de empreendimentos inacabados pelo país. Deixo aqui o meu protesto contra essa Reforma e nosso total apoio a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”.

De acordo com o deputado, ao longo dos últimos anos, com o Governo Temer e agora com o Governo Bolsonaro, estão acontecendo diversas retiradas de direitos no Brasil, por meio da Reforma Trabalhista, da Terceirização Total e depois com a Emenda Constitucional no 95, que congelou os investimentos públicos por 20 anos. “Não podemos ficar calados. Temos empresas públicas fundamentais, estratégicas, ameaçadas por conta do processo de privatização, da entrega de patrimônio público para interesses estrangeiros. É o caso da Petrobrás. No Amazonas, os petroleiros estão em greve exatamente questionando a privatização, a entrega de investimentos bilionários, feitos com recursos públicos”.

O setor de energia na Amazônia, explicou José Ricardo, também foi entregue para a iniciativa privada, um item que é considerado estratégico para o desenvolvimento. “E no meio disso tudo tem o Programa Luz para Todos, que deu vida nova a milhares de comunidades da Região Amazônica, mas que agora está ameaçado, porque a iniciativa privada quer lucro”, disse ele, enfatizando que em muitas dessas comunidades não existe a possibilidade de lucro, porque se trata de áreas carentes, sendo, portanto, um programa social fundamental para garantir a cidadania e a inclusão social de muitas famílias.

E completou: “nossa solidariedade também aos trabalhadores dos Correios e de outros órgãos públicos federais. Nos somamos a essa luta, nos somamos a esse processo, que irá prejudicar milhões de trabalhadores no nosso país”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.