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Zé Ricardo consulta Ipaam e Anac sobre risco ambiental e aéreo, caso seja instalado aterro sanitário na região do Iranduba

As comunidades de Paricatuba, Bom Jesus, Nova Esperança, Divino Espírito Santo, São José, Lago do Limão, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Novo Catalão, São Sebastião e Cachoeira do Castanho, no Município de Iranduba, estão preocupadas com a possível instalação de um aterro sanitário, localizado no KM 19 da AM-070 (Manaus-Manacapuru). Isso porque o projeto poderá trazer sérios impactos ambientais e até econômicos para essas comunidades.

Após tomar conhecimento dessa situação preocupante, o deputado Zé Ricardo (PT/AM) afirmou hoje (14), na tribuna da Câmara Federal nesta terça (14), que encaminhará consulta ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), para verificar a viabilidade ambiental desse projeto, bem como à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), sobre a legislação que trata do perigo aviário.

Ele elencou os principais questionamentos das comunidades: sobre a política nacional que define a atribuição do município com relação aos aterros sanitários e a destinação dos resíduos sólidos; necessidade da participação efetiva das comunidades nesse processo, conforme prevê a legislação; projeto nas proximidades e até em Área de Proteção Ambiental (APA), como APA Margem Direita do rio Negro, APA Encontro das Águas, RDS Rio Negro e Parque Nacional de Anavilhanas; e impactos em relação aos igarapés e rios do entorno, podendo atingir o rio Negro e até o lençol freático naquela área.

“Também falam dos impactos negativos com relação ao patrimônio histórico da Vila de Paricatuba, nas proximidades, além de afetar as atividades turísticas, imobiliárias e agrícola dessas comunidades. Como ainda a preocupação com a presença futura de aves, o que pode significar um perigo para a aviação regional, já que essa é uma área de aproximação de aeronaves para o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. São muitas as preocupações com relação aos impactos que esse futuro aterro poderá causar nessa região. Por isso, estamos acionando os órgãos competentes, para que se manifestem sobre esse projeto”, declarou Zé Ricardo.

Para ele, se o local não for mesmo o adequado para a instalação desse aterro, de interesse de uma empresa privada, que se veja outro local mais apropriado. Mas destaca: é importante ouvir as comunidades e as autoridades aérea e ambiental. “Outra questão é que o local seria para absorver resíduos sólidos, o lixo da cidade de Manaus. Hoje, a capital tem um aterro controlado e necessita de outro espaço. Está na hora da Prefeitura implementar a Política de Resíduos Sólidos, de implantar a coleta seletiva”.

O assunto já foi debatido em Audiência Pública recente, com a participação do Ministério Público e a presença de moradores. Mas o deputado defende a realização de outros debates, para se ter mais conhecimento sobre esse projeto, que pode impactar a vida das pessoas e daquela região.

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