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Zé Ricardo defende Basa e seus trabalhadores e diz que Governo quer enfraquecer órgãos fundamentais ao desenvolvimento regional

Em Audiência Pública para discutir as atuais demissões do Banco da Amazônia (Basa) e seus impactos e prejuízos aos trabalhadores da região, o deputado federal Zé Ricardo (PT/AM) afirmou que o Basa é fundamental para a Amazônia, ao processo de desenvolvimento, principalmente, do setor primário, mas vem sofrendo desmonte do Governo Bolsonaro, afetando agora seu quadro de funcionários.

 “O Banco da Amazônia é o principal agente de fomento. Mas está sendo muito atacado nesse atual Governo. Agora, os ataques voltaram-se aos trabalhadores, aos funcionários, ao quadro de apoio e até aos engenheiros. É um Governo que está desmontando as estruturas públicas, com as privatizações e o enfraquecimento de órgãos fundamentais para o desenvolvimento regional. Um retrocesso sem tamanho para o futuro do Estado, da região e também do Brasil”, declarou Zé Ricardo, destacando que esse debate aconteceu na tarde de ontem (25), na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia (Cindra), de autoria da deputada Vivi Reis (Psol/PA) e subscrito pelo parlamentar petista.

Prestes a completar 80 anos e alcançando resultados financeiros positivos nas últimas três décadas, o Banco da Amazônia decidiu desligar funcionários do chamado quadro de apoio, sem nenhum tipo de mediação direta ou via entidade representativa. A administração do Banco sustenta, dentre outros motivos, que a decisão se baseia na Portaria do Ministério da Economia no 766, de 10 de janeiro de 2020, e que não há como rever o posicionamento.

De acordo com o deputado, o Basa tem funcionado como executor das políticas públicas para a região, com lucros recordes em 2021, superando a marca de R$ 730 milhões, mesmo em meio a uma das maiores crises econômicas e sociais do país.

“Apesar desses resultados exitosos, parece que está sendo construído um cenário de verdadeiro desligamento em massa, em um contexto de altíssima taxa de desemprego e situação econômica cada vez mais deteriorada. Por isso, esse debate é fundamental, para ouvir os trabalhadores e até para poder cobrar da administração do Basa um posicionamento mais concreto quanto ao futuro dessas pessoas e até do funcionamento do Banco, diante da redução de pessoal”, completou ele, que faz parte, na Câmara Federal, da Frente Parlamentar em Defesa dos Bancos Públicos, lutando contra as privatizações e defendendo os bancos públicos e o Banco da Amazônia.

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