Corrupção Economia Zona Franca de Manaus

Zé Ricardo quer convocação de Paulo Guedes para prestar esclarecimentos sobre dinheiro em paraíso fiscal

Diante das revelações da investigação internacional do Pandora Papers, de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, é sócio de uma offshore nas ilhas Virgens Britânicas, o deputado federal Zé Ricardo (PT/AM) usou a tribuna desta semana para propor a convocação de Guedes para dar explicação aos parlamentares da Câmara Federal. O vazamento também apontou empresa no exterior em nome do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

“O ministro da Economia, que tem negócios offshore milionários em paraísos fiscais, juntamente com o presidente do Banco Central, não está preocupado com o país, em gerar empregos aqui e muito menos em dar condições para a população sair dessa crise que tem levado milhões de volta ao Mapa da Fome. Por isso, devemos convocá-lo para vir a esta Casa prestar esclarecimentos. Afinal de contas, ele é ministro do Brasil ou de onde? Vai se preocupar em aumentar o patrimônio dele ou em dar condições para a população, ao menos, se alimentar?”, questionou Zé Ricardo.

Para ele, a busca por esse tipo de negócios no exterior serve para burlar a legislação tributária e não pagar impostos. “Esse é o ministro e o patriota que temos no Brasil, que ataca a Zona Franca de Manaus, que ataca os incentivos fiscais; que favorece a geração de empregos no exterior, ao baixar o Imposto de Importação, afetando a indústria nacional. Em vez do ministro gerar empregos no país, está com seus negócios fora do país”.

E o Governo Bolsonaro, na opinião do parlamentar, segue sem rumo e ladeira abaixo, afirmando ser o Governo do desemprego, da fome e da miséria. “Com um ministro desse, não temos como mudar o quadro de fome no país. Porque ele fala em economizar, mas com o teto de gastos, com reduções na aposentaria, penalizando os servidores públicos com a Reforma Administrativa, para repassar ao setor bancário brasileiro, para pagar juros, não para investir no Brasil”, destacou ele, ressaltando ainda que quem faz seus negócios no exterior é porque não acredita no seu país, e não se importa com a pobreza e com o povo passando fome.

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